quarta-feira, março 23, 2005

A MOrte

A morte nada mais é do que uma passagem.
A passagem de um mundo que conhecemos bem, para outro totalmente desconhecido.
E, por isso, amedronta e traz dor...
Essa era a sensação de dois fetos gêmeos dentro do útero da mãe, que percebiam que chegava a hora de nascer.
Um perguntou ao outro:
- Tu acreditas na vida após o parto?
E o irmão respondeu:
- Não, ninguém voltou para contar.
Nascer, para eles, seria passar de um mundo conhecido para o desconhecido... Aquele mundo imenso fora dos limites do útero materno.

Quantas vezes nós também olhamos para a nossa vida com a mesma limitação?

Pois como os fetos, cremos que o mundo se reduz ao que conhecemos, ao que nos parece familiar, ao que podemos perceber com os nossos sentidos.
Os dois gêmeos, estavam familiarizados com o quentinho da bolsa, as batidas do coração da mãe e o alimento que chegavam fácilmente através de um tubo...
Assustados, conversavam sobre aquele momento traumático.
Como seria o mundo lá fora? Escuro? Frio? Ameaçador?
Estavam prestes a ser expelidos daquela penumbra repousante para um mundo de luz, cores, cheiros e ruídos...
Eles sentiam medo de sair dali...
As contrações começaram, o mundo à volta deles fechava-se e eles estavam a ser forçados a sair de lá para fora.
Ao nascer, o impacto dos pulmões que se enchiam de ar pela primeira vez causou um impacto tão violento que até a memória da vida intra-uterina se extinguiu...
E o que eles tinham á frente era nada mais do que a vida...
A vida num mundo, até então desconhecido onde eles iriam crescer, formar-se, ter descendentes, envelhecer e novamente preparar-se para uma nova passagem...

(tks Alphy :p bjo **(",)**heheheheh)

1 comentário:

Anónimo disse...

Ahhaaa!! Apanhei-te!