"Eu vi uma mulher sentada na sarjeta.
Suas lágrimas escorriam pelo rosto,
Suas lágrimas escorriam pelo rosto,
levando com elas a sombra que pairava naquele olhar.
Não sei porque ela sofria, mas via-se somente dor,
a mais intensa, em seu olhar.
Seu olhar semi-encoberto
pelas cascatas de seus cabelos.
Seu vestido vermelho,
manchado de vinho,
e de tantas mágoas derramadas.
Ela fitava o nada,
talvez a única coisa que pudesse ver.
E o mel de seus lábios luxuriosos
havia secado como,
via-se claramente,
seco estava também o coração.
E a maquiagem borrada, seca também.
Poderia mesmo
sua pele secar e rachar
que nada nem ninguém notaria a diferença.
Nem mesmo se sabia se ali ainda havia vida,
ou se tratava-se de uma boneca-defunta,
morta-sentada, apagada, ali no meio-fio jogada.
A boneca era eu."
Não sei porque ela sofria, mas via-se somente dor,
a mais intensa, em seu olhar.
Seu olhar semi-encoberto
pelas cascatas de seus cabelos.
Seu vestido vermelho,
manchado de vinho,
e de tantas mágoas derramadas.
Ela fitava o nada,
talvez a única coisa que pudesse ver.
E o mel de seus lábios luxuriosos
havia secado como,
via-se claramente,
seco estava também o coração.
E a maquiagem borrada, seca também.
Poderia mesmo
sua pele secar e rachar
que nada nem ninguém notaria a diferença.
Nem mesmo se sabia se ali ainda havia vida,
ou se tratava-se de uma boneca-defunta,
morta-sentada, apagada, ali no meio-fio jogada.
A boneca era eu."
(LucySD)
1 comentário:
naun kero ver voce tristinha minha portuguesinha...
beijo
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