sexta-feira, janeiro 11, 2008

Encosta-te a mim


Encosta-te a mim, nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim, talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim, dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou, deixa-me chegar.

Chegado da guerra, fiz tudo p´ra sobreviver
em nome da terra, no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem, não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói, não quero adormecer.

Tudo o que eu vi, estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.

Encosta-te a mim, desatinamos tantas vezes
vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como for.

Eu venho do nada porque arrasei o que não quis
em nome da estrada onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.

Tudo o que eu vi, estou a partilhar contigo
o que não vivi, um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim
.
(Jorge Palma)

5 comentários:

nana disse...

obrigada pela visita !Excelente 2008 para ti!!

Anónimo disse...

adurei os puemas

Margarida disse...

Uma pérola de Jorge Palma! ;)



*Favoritei o teu blog!

Unknown disse...

Tanto tempo se passou e sem querer te reencontrei...

Espero que os teus sonhos se tenham realizado...

Os meus são relacionados com a poesia e poderei dizer que algo muito bonito se concretizou.

Felicidades para ti.

Bjnhs

ZezinhoMota

Anónimo disse...

Olá...
Grande som, mas gosto mais do finalmente sós. Se passares para os meus lados tenho lá imagens de um concerto de Jorge Palma...
Beijos vadios...