O mar é triste como um cemitério;
Cada rocha é uma eterna sepultura
Banhada pela imácula brancura
De ondas chorando num alvor etéreo.
Ah! dessas vagas no bramir funéreo
Jamais vibrou a sinfonia pura
Do Amor; lá, só descanta, dentre a escura
Treva do oceano, a voz do meu saltério!
Quando a cândida espuma dessas vagas,
Banhando a fria solidão das fragas,
Onde a quebrar-se tão fugaz se esfuma,
Reflete a luz do sol que já não arde,
Treme na treva a púrpura da tarde,
Chora a Saudade envolta nesta espuma!
By Augusto dos Anjos
1 comentário:
***-**Ola Carla***-**Axo que o mar nao e um tumulo. eu adoro o mar. Sei que tem milhões de mortos no seu seio e faz milhares de mortos mas sempre é o mar na infinidade dos tempos. Em frente ao mar embriago-me em gradaçoes de essência , pelo caos, até ao absoluto reaviver em cada grão de areia uma réstia de eternidade, uma abstracção débil com um gosto salgado de um oceano interior. Sou dele a taça, margem, leito; sou um verso ancestral da poesia dos meus avós e netos sou a veia conducente ao coração da terra-mãe ao meu ventre de viver e de um dia morrer. Em frente a toda a imensidade de céu e água salgada anseio a ponte como dávida e salvo-conduto à passagem da fantasia para o sonho na bruma tranquila
entre duas madrugadas. Ocasionalmente, a candura do afago de um fiozinho de sol aue desencadeia delírios nas linhas de força do cristal, feito de mim... em frente ao mar. ... E a minha alma nua a reinventar o salgado e a meresia numa lágrima. Nunca penses mal de mim, pois sempre te quis e quero,porque me deixate de falar?
bem beijos eu sou so teu, acredita***-**
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