sexta-feira, junho 24, 2005

Eu...

Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada... a dolorida...
Sombra de névoa tênue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...
Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber por quê...
Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!


Florbela Espanca

3 comentários:

Anónimo disse...

....só podia ser desta mulher...k em tudo o k faz ou diz...tem sempre um pingo de sentido e razão, razão essa que até ás vezes a própria razão desconhexe! (hihi)

adorei!

beijinhos
*Ana*

Passarinho disse...

bem ainda n conhecia este poema dela...
fg e impresionante como me consigo rever em tantos poemas dela, impressionante.
adoro Florbela Espanca e é logico k adorei o poema ^^

Dark kisses******

Anónimo disse...

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